Modelos5 min de leitura14 de julho de 2026

Planilha de fluxo de caixa grátis para MEI (download)

Baixe uma planilha de fluxo de caixa grátis feita para MEI: entradas, saídas, saldo do dia e resumo do mês — com instruções de preenchimento.

Fluxo de caixa é nome bonito para uma pergunta simples: quanto entrou, quanto saiu e quanto ficou? Se você é MEI e ainda controla isso de cabeça — ou não controla —, esta página resolve o primeiro passo: uma planilha de fluxo de caixa gratuita, feita para a realidade de quem tem comércio ou presta serviço. Sem macro complicada, sem doze abas, sem pedir e-mail nem cartão. É baixar no botão desta página, preencher e usar. Abaixo, o passo a passo de preenchimento com exemplo real, os três números que merecem sua atenção toda semana e os erros que fazem a maioria das planilhas ser abandonada antes do fim do primeiro mês.

O que tem dentro da planilha

  • Aba de lançamentos diários: data, descrição, entrada, saída e forma de pagamento — uma linha por movimento.
  • Saldo do dia e saldo acumulado calculados automaticamente, sem fórmula para você mexer.
  • Resumo do mês: total de entradas, total de saídas, resultado e comparativo com o mês anterior.
  • Coluna para marcar retiradas pessoais separadas das despesas do negócio.
  • Campo de fiado a receber, para o dinheiro que é seu mas ainda não chegou.
Baixar o modelo de livro de caixa (.xlsx)

Gratuito · Sem e-mail · Funciona no Excel, Google Sheets e LibreOffice

Como preencher: passo a passo com exemplo

  • Passo 1 — Saldo inicial: anote quanto você tem hoje em caixa e conta. Exemplo: R$ 350 no caixa da loja e R$ 1.200 na conta = saldo inicial de R$ 1.550.
  • Passo 2 — Lance cada entrada com descrição curta: '12/08 – vendas do dia – R$ 480 – dinheiro/Pix'. Se usar maquininha, lance o valor cheio da venda e a taxa como saída — assim você enxerga quanto a taxa come.
  • Passo 3 — Lance cada saída na hora em que pagar: '12/08 – fornecedor bebidas – R$ 210', '12/08 – motoboy – R$ 35'. Saída sem registro é a principal causa de caixa que 'some'.
  • Passo 4 — Marque retiradas pessoais na coluna própria: '12/08 – retirada – R$ 150'. Não é despesa do negócio, é o seu dinheiro — mas precisa aparecer.
  • Passo 5 — Confira o saldo do dia contra o dinheiro real. A planilha diz R$ 1.635 e o caixa mais a conta somam R$ 1.635? Fechou. Diferença maior que uns poucos reais merece investigação no mesmo dia.
  • Passo 6 — No domingo, olhe o resumo da semana; no fim do mês, o resumo do mês. Preencher é metade do trabalho — a outra metade é olhar.

Um exemplo de semana preenchida

Veja como fica na prática a semana da Dona Cida, que tem um salão e é MEI. Segunda: entradas R$ 310, saídas R$ 45 (produtos). Terça: entradas R$ 280, sem saídas. Quarta: entradas R$ 420, saídas R$ 380 (fornecedor do mês). Quinta: entradas R$ 250, retirada pessoal de R$ 200. Sexta: entradas R$ 610, saídas R$ 60. Sábado: entradas R$ 740, saídas R$ 35. Total da semana: R$ 2.610 de entradas, R$ 520 de saídas do negócio e R$ 200 de retirada. O resumo mostra na hora o que a sensação não mostra: a quarta-feira 'fraca' na verdade foi o dia do fornecedor, e o sábado carrega a semana. Depois de um mês assim, decidir horário de funcionamento, promoção e dia de compra deixa de ser chute.

Os 3 números para olhar toda semana

  • Saldo acumulado: a linha que mostra se o seu caixa está subindo ou descendo ao longo das semanas. Tendência de queda por três semanas seguidas é alerta vermelho, mesmo que ainda tenha dinheiro na conta.
  • Total de saídas da semana comparado com a média: saída crescendo mais rápido que entrada é o vazamento clássico — e quase sempre são os gastos pequenos e frequentes, não os grandes.
  • Fiado a receber: se esse número só cresce e nunca desce, você não está vendendo mais — está emprestando mais. Semana de fiado alto pede semana de cobrança.

Erros comuns ao usar planilha de caixa

  • Preencher 'depois': a memória inventa. Quem lança só no fim da semana perde os gastos pequenos e o fechamento nunca bate. Lance no dia, mesmo que resumido.
  • Misturar pessoal com negócio: o almoço de domingo lançado como despesa da loja distorce tudo. Use a coluna de retiradas.
  • Ignorar as taxas: R$ 500 vendidos no crédito não são R$ 500 no caixa. Lance a taxa da maquininha como saída.
  • Desistir depois de uma semana bagunçada: perdeu três dias? Anote o saldo real de hoje como novo ponto de partida e siga em frente. Planilha com um buraco de uma semana ainda vale mais do que caderneta nenhuma.
  • Preencher e nunca olhar: a planilha não é diário, é painel. Os três números da seção anterior levam dois minutos por semana.

Transparência: esta planilha organiza o seu caixa, mas não é documento fiscal nem substitui as obrigações do MEI — o DAS mensal e a declaração anual continuam com você, e questões de imposto são assunto para o contador. É ferramenta de controle, não aconselhamento tributário.

Cansou de planilha? Registre pelo WhatsApp

Verdade seja dita: planilha funciona — quando é preenchida. O ponto fraco não é a ferramenta, é o momento: às 21h, depois de dez horas de balcão, abrir o computador para lançar 14 movimentos é pedir demais de qualquer pessoa. Se esse é o seu caso, existe um caminho do meio: registrar pelo WhatsApp, que já está aberto no seu celular o dia inteiro. No ZapLedger, você manda 'vendas 480' ou 'fornecedor 210' no grupo da sua loja no momento em que a coisa acontece, e o sistema monta o fluxo de caixa sozinho — entradas, saídas, saldo e fechamento do dia. A planilha desta página continua sendo sua: baixe, use, e se um dia o preenchimento virar peso, você já sabe que existe alternativa.

Testar

Baixou a planilha? Ótimo — ela resolve. E no dia em que preencher célula virar trabalho, o ZapLedger transforma as mensagens do seu grupo de WhatsApp em fluxo de caixa pronto. 14 dias grátis, sem cartão.

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